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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Cooperativismo como capital social


O cooperativismo faz parte da essência humana, no seu modo de ser, de viver e de agir diante das necessidades vitais. Através da história dos povos, os homens, que são seres eminentemente gregários, sentiram a necessidade da cooperação para melhor poderem assegurar a sua sobrevivência, prover a sua prosperidade e conquistar seus objetivos.

O cooperativismo moderno nasceu com a Revolução Industrial no século XIX a partir das necessidades dos povos mais pobres que migraram do campo para a cidade e começaram a enfrentaram extensas jornadas de trabalho em condições insalubres, onde mulheres e crianças se transformaram em mão de obra barata. Neste cenário começaram a surgir organizações dos trabalhadores como sindicatos, cooperativas de ajuda mútua, associações de operários e outras formas de arranjo a fim de reivindicar uma mudança social, política e econômica.

Assim, da necessidade e do desejo da classe trabalhadora de superar a miséria pelos seus próprios meios, através da ajuda mútua, começaram a surgir às cooperativas. Embasadas em ideais utópicos da corrente liberal socialista, filósofos ingleses e franceses fundaram os princípios e políticas de ação das cooperativas modernas, são elas: a idéia de associação e ênfase na união em atividades sociais e econômicas; a cooperação como força de ação emancipadora dos trabalhadores; a organização por iniciativa própria, onde o controle a administração devem ser democráticos e se auto-gerir.

Desde então as cooperativas se expandiram por todo o mundo, são milhares delas nas mais diversas áreas de atuação consolidando-se como uma das formas avançadas de organização da sociedade civil. Proporciona o desenvolvimento socioeconômico aos seus integrantes e à comunidade; resgata a cidadania através da participação, do exercício da democracia, da liberdade e autonomia, no processo de organização da economia e do trabalho.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A luz da Vaga Lume


A Associação Vaga Lume é uma entidade sem fins lucrativos do Terceiro Setor constituída na forma de OSCIP - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. Promove há oito anos a ampliação cultural e educacional nas zonas rurais da Amazônia Legal Brasileira e colabora com a troca de experiências entre essas populações e as demais regiões do país.

Para contribuir com a educação e a cultura das crianças da Amazônia, a Associação Vaga Lume implanta bibliotecas comunitárias nas zonas rurais da Amazônia Legal. Com o modelo de implantação que envolve estrutura-capacitação-gestão a comunidade passa a administrar e a cuidar das bibliotecas que passam a fazer parte de seu patrimônio e tornam-se fonte de conhecimento para a preservação ambiental.

Segundo estudo publicado em 2004 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com outras entidades, existem no Brasil aproximadamente 300 mil organizações não governamentais atuantes nas mais diversas causas. Na Amazônia, estariam cerca de 100 mil dedicadas diretamente à causa ambiental e aos direitos indígenas. A Vaga Lume se diferencia, pois vai buscar na educação e na cultura, saídas para a preservação da floresta. A Vaga Lume acredita na Literatura como forma de transformação pessoal e social.

Através do Programa Expedição Vaga Lume, 127 bibliotecas foram implantadas até julho de 2008 em comunidades rurais nos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. O objetivo é promover o acesso ao livro e a leitura e gerar organização comunitária fazendo da biblioteca um bem coletivo mantido e zelado pela comunidade com suporte da Vaga Lume.

Até 2007, sete instituições de São Paulo e 49 escolas em 6 municípios da Amazônia participaram da Rede dos Vaga-Lumes. A ação promove desde 2005 intercâmbio cultural entre as crianças da Amazônia e as crianças da Grande São Paulo a fim de gerar de forma lúdica a percepção da complexa realidade brasileira. Neste programa, semelhanças e diferenças são descobertas pelas crianças através da troca cultural que fortalecem as identidades, geram admiração pelas diferenças e autoconhecimento.

A Associação Vaga Lume através de seus programas, apoio de seus patrocinadores e parcerias com Secretarias de Educação e organizações de bases comunitárias, auxilia o desenvolvimento e preservação da maior floresta tropical do mundo. Investe no patrimônio humano com intercâmbios culturais e fortalece com educação e cultura as regiões remotas da Amazônia brasileira.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A saga de conseguir um emprego na cultura em tempos de crise

Não que em outros tempos tivesse sido muito fácil, mas a situação agora é outra, os tempos são de crise na economia mundial, os tempos de reforma na principal Lei de Incentivo à Cultura e chegou o meu tempo profissional, mas ele está frio, gelado eu diria. A pergunta é: onde estão as oportunidades? (sem prostituição profissional, procuro oportunidades decentes e remuneradas)

Apesar de trabalhar com cultura a pelo menos 6 anos, sou uma profissional em início de carreira, prestes a completar 25 anos, o que mais fiz foram bons estágios, mas tenho uma experiência profissional relativamente longa em comunicação cultural em uma grande casa de espetáculos musicais. As experiências me renderam um bom currículo, mas não a garantia de um bom salário ou de pelo menos chances interessantes em tempos de crise.

Para continuar na área falo com amigos, faço pesquisas, envio e-mails todos os dias, faço pós-graduação e inglês, cumpro jornada à procura de empregos, checo TODOS os sites de emprego da internet, escrevo projetos, leio sobre cultura, escrevo nesse blog e mais perguntas vem à minha mente: poderei pagar um aluguel trabalhando com cultura?

Freelas são sempre bem vindo, mas o que me interessa é a CLT, eu gosto dessa Lei.

Meus interesses estão para as artes porque os meus princípios e ideais estão conectados com o desenvolvimento humano através da cultura. É bonito né? Eu não me canso, continuo e acredito que a cultura estará para mim, assim como eu estou para ela.