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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Cooperativismo como capital social


O cooperativismo faz parte da essência humana, no seu modo de ser, de viver e de agir diante das necessidades vitais. Através da história dos povos, os homens, que são seres eminentemente gregários, sentiram a necessidade da cooperação para melhor poderem assegurar a sua sobrevivência, prover a sua prosperidade e conquistar seus objetivos.

O cooperativismo moderno nasceu com a Revolução Industrial no século XIX a partir das necessidades dos povos mais pobres que migraram do campo para a cidade e começaram a enfrentaram extensas jornadas de trabalho em condições insalubres, onde mulheres e crianças se transformaram em mão de obra barata. Neste cenário começaram a surgir organizações dos trabalhadores como sindicatos, cooperativas de ajuda mútua, associações de operários e outras formas de arranjo a fim de reivindicar uma mudança social, política e econômica.

Assim, da necessidade e do desejo da classe trabalhadora de superar a miséria pelos seus próprios meios, através da ajuda mútua, começaram a surgir às cooperativas. Embasadas em ideais utópicos da corrente liberal socialista, filósofos ingleses e franceses fundaram os princípios e políticas de ação das cooperativas modernas, são elas: a idéia de associação e ênfase na união em atividades sociais e econômicas; a cooperação como força de ação emancipadora dos trabalhadores; a organização por iniciativa própria, onde o controle a administração devem ser democráticos e se auto-gerir.

Desde então as cooperativas se expandiram por todo o mundo, são milhares delas nas mais diversas áreas de atuação consolidando-se como uma das formas avançadas de organização da sociedade civil. Proporciona o desenvolvimento socioeconômico aos seus integrantes e à comunidade; resgata a cidadania através da participação, do exercício da democracia, da liberdade e autonomia, no processo de organização da economia e do trabalho.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A questão multicultural

As expressões “multicultural” e “multiculturalismo” vêm sendo usadas universalmente, porém sua disseminação não esclarece seu significado. Segundo o teórico cultural Stuart Hall, o termo qualificativo “multicultural” conceitua sociedades constituídas de diversas comunidades culturais onde cada grupo carrega em si um pouco de sua raiz; já o substantivo “multiculturalismo” diz respeito as políticas criadas para administrar e governar as sociedades multiculturais.

Todos sabem (...) que o multiculturalismo não é terra prometida... [Entretanto] mesmo na sua forma mais cínica e pragmática, há algo no multiculturalismo que vale a pena continuar buscando (...) precisamos encontrar formas de manifestar publicamente a importância da diversidade cultural, [e] de integrar as contribuições das pessoas de cor ao tecido da sociedade. (Wallace, 1994)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A luz da Vaga Lume


A Associação Vaga Lume é uma entidade sem fins lucrativos do Terceiro Setor constituída na forma de OSCIP - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. Promove há oito anos a ampliação cultural e educacional nas zonas rurais da Amazônia Legal Brasileira e colabora com a troca de experiências entre essas populações e as demais regiões do país.

Para contribuir com a educação e a cultura das crianças da Amazônia, a Associação Vaga Lume implanta bibliotecas comunitárias nas zonas rurais da Amazônia Legal. Com o modelo de implantação que envolve estrutura-capacitação-gestão a comunidade passa a administrar e a cuidar das bibliotecas que passam a fazer parte de seu patrimônio e tornam-se fonte de conhecimento para a preservação ambiental.

Segundo estudo publicado em 2004 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com outras entidades, existem no Brasil aproximadamente 300 mil organizações não governamentais atuantes nas mais diversas causas. Na Amazônia, estariam cerca de 100 mil dedicadas diretamente à causa ambiental e aos direitos indígenas. A Vaga Lume se diferencia, pois vai buscar na educação e na cultura, saídas para a preservação da floresta. A Vaga Lume acredita na Literatura como forma de transformação pessoal e social.

Através do Programa Expedição Vaga Lume, 127 bibliotecas foram implantadas até julho de 2008 em comunidades rurais nos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. O objetivo é promover o acesso ao livro e a leitura e gerar organização comunitária fazendo da biblioteca um bem coletivo mantido e zelado pela comunidade com suporte da Vaga Lume.

Até 2007, sete instituições de São Paulo e 49 escolas em 6 municípios da Amazônia participaram da Rede dos Vaga-Lumes. A ação promove desde 2005 intercâmbio cultural entre as crianças da Amazônia e as crianças da Grande São Paulo a fim de gerar de forma lúdica a percepção da complexa realidade brasileira. Neste programa, semelhanças e diferenças são descobertas pelas crianças através da troca cultural que fortalecem as identidades, geram admiração pelas diferenças e autoconhecimento.

A Associação Vaga Lume através de seus programas, apoio de seus patrocinadores e parcerias com Secretarias de Educação e organizações de bases comunitárias, auxilia o desenvolvimento e preservação da maior floresta tropical do mundo. Investe no patrimônio humano com intercâmbios culturais e fortalece com educação e cultura as regiões remotas da Amazônia brasileira.